Tuesday, July 23, 2019

Antecedentes: Kyusho-jutsu, Tenshin-Shinyo-Ryu, Kito-ryu jujutsu.
Influentes: Aikido, Karate-do.
Descendentes: Jiu-jitsu brasileiro, Sambo.

REISHIN JUDÔ
Nossa associação, através de minha figura, de meus alunos e colegas associados se esforçam para honrar, através da prática e disseminação dos princípios judoísticos, a memória do Sensei Kodansha Antônio Pires Sardinha, falecido no dia 13 de Julho de 2011. Reishin significa “ESPÍRITO DE GRATIDÃO”.

13/07/2011 - Falecimento Prof. Kodansha - Antonio Pires Sardinha

1) As vantagens em praticar Judô
- Faculdades Físicas:
O Judô é praticado sob forma de esporte em todas as épocas do ano. Nunca é perigoso ou brutal. Mulheres, homens de idade, jovens, meninos e meninas, todos podem praticá-lo. O Judô constitui a cultura física mais completa que se possa desejar, uma vez que todas as partes do corpo entram em ação de todos os modos, em todas as direções e se desenvolvem harmoniosamente, adquirindo força e flexibilidade. Aquele que o pratica adquire igualmente inúmeros meios de autodefesa, onde um dia talvez tenha de fazer uso para salvar a própria vida ou de uma outra pessoa. O judoca adquire rapidamente um corpo livre e ágil, completamente desenvolvido, prontamente utilizável em todas as circunstâncias.

Estrutura básica dos treinos: Rei-ho, Tai-sô, Ukemi-Waza, Uchi-komi, Nage-Waza, Katame Waza, Randori.

2) Faculdades Morais e Mentais
Um judicioso e regular treinamento provocam um sadio desenvolvimento nas faculdades intelectuais, um espírito de rápidos reflexos, habituado a agir com decisão, dotado de um juízo equilibrado e essencialmente prático. O espírito de tolerância e de justiça, assim como os domínios de si mesmo, são as características básicas de um bom judoca. Por sua própria natureza, o Judô proporciona aos que a ele se dedicam seriamente, um sentido bem exato do valor das coisas e de sua relatividade, uma seriedade e uma penetração de espírito acima da média, que forja o caráter e afirma a personalidade.

3) Os três Pilares do Judô
Princípio da suavidade, cedência, ou seja, o melhor uso de energia, JU. É o mais diretamente físico, mas que no entender de Jigoro Kano deveria ser levado ao plano intelectual. Ele mesmo nos explica este terceiro princípio durante um discurso proferido na "University of Southern California", por ocasião das Olimpíadas de 1932:

"Deixem-me agora explicar o que significa, realmente esta suavidade ou cedência.
Supondo que a força do homem se poderia avaliar em unidades, digamos que a força de um homem que está na minha frente é representada por dez unidades, enquanto que a minha força, menor que a dele, se apresenta por sete unidades.
Então se ele me empurrar com toda a sua energia, eu serei certamente impulsionado para trás ou atirado ao chão, ainda que empregue toda minha força contra ele.
Isso aconteceria porque eu tinha usado toda a minha força contra ele, opondo força contra força. Mas, se em vez de o enfrentar, eu cedesse a força recuando o meu corpo tanto quanto ele o havia empurrado mantendo, no entanto, o equilíbrio então ele inclinar-se-ia naturalmente para frente perdendo assim o seu próprio equilíbrio.
Nesta posição ele poderia ter ficado tão fraco, não em capacidade física real, mas por causa da sua difícil posição, a ponto de a sua força ser representada, de momento, por digamos apenas três unidades, em vez das dez unidades normais.
Entretanto eu, mantendo o meu equilíbrio conservo toda a minha força tal como de início, representada por sete unidades.
Contudo, agora estou momentaneamente numa posição vantajosa e posso derrotar o meu adversário utilizando apenas metade da minha energia, isto é, metade das minhas sete unidades ou três unidades e meia da minha energia contra as três dele.
Isso deixa uma metade da minha energia disponível para qualquer outra finalidade.
No caso de ter mais força do que o meu adversário poderia sem dúvida empurrá-lo também.
Mas mesmo neste caso, ou seja, se eu tivesse desejado empurrá-lo igualmente e pudesse fazê-lo, seria melhor para eu ter cedido primeiro, pois procedendo assim teria economizado minha energia."

Princípio da máxima eficiência com o mínimo de esforço, SEIRYOKU ZEN’YO. É ao mesmo tempo a utilização global, racional e utilitária da energia do corpo e do espírito/mente. Jigoro Kano afirmava que este princípio deveria ser aplicado no aprimoramento do corpo. Servir para torná-lo forte, saudável e útil. Podendo ainda ser aplicado para melhorar a nutrição, o vestuário, a habitação, a vida em sociedade, a atividade nos negócios na maneira de viver em geral. Estando convencido que o estudo desse princípio, em toda a sua grandeza e generalidade, era muito mais importante e vital do que a simples prática de uma luta. Realmente, a verdadeira inteligência deste princípio não nos permite aplicá-lo somente na arte e na técnica de lutar, mas também nos presta grandes serviços em todos os aspectos da vida. Segundo Jigoro Kano, não é somente através do judô que podemos alcançar este princípio. Podemos chegar à mesma conclusão por uma interpretação das operações cotidianas, através de um raciocínio filosófico.

Princípio da Prosperidade e Benefícios Mútuos, JITA KYOEI. Diz respeito à importância da solidariedade humana para, noção de estímulo de convívio harmônico em comunidade, sociedade. Achava ainda que a ideia do progresso pessoal devia ligar-se a ajuda ao próximo, pois acreditava que a eficiência e o auxílio aos outros criariam não só um “Bushi” melhor como um ser humano mais completo.

O que se aprende no Judô: "Shitsuke", disciplina
Respeitar as Pessoas, Senseis, Senpais, Dohais, familiares e a sociedade como um todo.
Respeitar os locais onde freqüenta, o Dojô, o Shiai-jo, a sua escola, sua cidade, seu pais, seu planeta.
Não servir de mau exemplo, mostrar-se uma pessoal leal, educada e equilibrada.

Equilíbrio (corporal e emocional)
Com o treinamento se adquiri equilíbrio corporal para a pratica do judô e para as atividades corporais do dia-a-dia, tanto pelo fortalecimento físico quanto pelo aprimoramento da percepção espaço sensorial. E ao passar do tempo o judoca adquiri equilíbrio emocional, tanto para luta, quanto para as tarefas do dia-a-dia. Por isso o judoca deve saber desequilibrar (kuzushi) o adversário tanto fisicamente quanto emocionalmente, de forma leal, para poder aplicar suas técnicas. Assim como na vida, palavras como: por favor, obrigado, desculpe-me, me ajude, me ensine, com licença, desequilibram as pessoas. Assim como os gestos, de sorrir, curvar-se, doar seu lugar para um idoso ou gestante, etc.

4) Comportamento no Dojô

Assista:

Posturas e movimentações do Judô no YouTube

Postura, Shizen:
Chokuritsu – Alinhe a cabeça conforme a direção do olhar, frontal como em busca do horizonte. O tronco deve estar ereto e os braços estendidos para baixo. Espalme as mãos nas laterais externas das coxas, com as pontas dos dedos voltadas para baixo. Una os calcanhares e forme com os pés um ângulo de aproximadamente 45º.

Shizen-hontai – (posição natural fundamental) A partir do chokuritsu, avance a perna esquerda, depois a perna direita, deixando os pés paralelos, um em relação ao outro, e na mesma linha dos ombros. Como a tradução revela, essa é a posição base para as demais posições de combate. Por meio dela, o judoca dispõe de maior equilíbrio e mobilidade.

Migi-shizen-tai – A partir de shizen hontai, avance a perna direita para a frente, mantendo ambos os pés alinhados com os ombros. Migi significa direita, e o migi shizen-tai é uma postura básica de luta para os destros.

Hidari-shizen-tai – Realize o mesmo processo da postura anterior. Contudo, em vez de avançar a perna direita, avance a perna esquerda. Hidari significa esquerda, e o hidari shizen-tai é uma postura básica para os canhotos.

Jigo-hontai – Afaste a perna esquerda e depois a direita, coloque as mãos na parte interna da coxa, mantenha o tronco ereto e volte as pontas de ambos os pés, diagobalmente para fora.

Migi-jigo-tai – A partir de jigo-hontai, avance um pouco, por volta de um pé de distância, a perna direita.

Hidari-jigo-tai – Realize o mesmo processo da postura anterior, mas, em vez de avançar a perna direita, adiante a perna esquerda.

Para praticar judô devemos obedecer as seguintes regras:
O dojô é um local onde purificamos e enriquecemos a mente e o espírito/mente. Portanto, tal local deve ser preenchido com atitudes de respeito, gratidão, e ajuda mútua. Ao entrar no dojo você percebe que todas as pessoas esforçam-se para manter essas atitudes, logo estas devem ser praticadas com sinceridade.

A seguir algumas regras simples de comportamento. O ato de inclinar-se é uma forma apropriada de demonstrar respeito, gratidão e humildade necessárias ao bom andamento do treino.

Quando se inclinar:
- Ao entrar e sair do dojo;
- Ao entrar e sair do tatame de treino;
- Antes do treino, incline-se ao shomen e depois ao instrutor.
- Após o treino, incline-se ao sensei depois ao shomem.
- Incline-se sempre que for pedir auxílio a alguém.

Guia geral de etiqueta:
- O professor deve ser sempre tratado com respeito;
- O professor deve ser sempre referido por "Sensei";
- Procure não interromper o treino por razões desnecessárias. Se precisar perguntar algo, aguarde um momento adequado;
- Não chame ou interrompa o Sensei enquanto ele estiver ensinando;
- Não abandone o tatame durante o treino sem antes pedir autorização ao Sensei;
- Não se deve conversar enquanto o Sensei demonstra alguma técnica. Ao treinar com seu parceiro, procure conversar apenas o necessário;
- Dentro do Dojô sempre fale baixo. Isto fará você manter a sua concentração no treinamento e não atrapalhará os demais.
- Se você estiver no dojo, mas não no tatame, respeite o treino dos demais e fique em silêncio. Convidados devem ser informados destas atitudes;
- Ao receber instruções pessoalmente, permaneça quieto até que o Sensei complete sua explicação. Depois se incline e agradeça;
- É inapropriado para um aluno (incluindo faixas pretas) oferecer instrução aos demais a não ser que ele seja autorizado a auxiliar o Sensei. Este é um ponto essencial para o seu desenvolvimento pessoal e deve ser seguido cuidadosamente;
- Quando o instrutor estiver ensinando um ponto, não procure ir além, a não ser que você seja autorizado a fazê-lo;
- Não fique fazendo comparações entre seu Sensei com outros. Cada instrutor tem características únicas a serem compartilhadas;
- Procure chegar sempre mais cedo para o treino;
- Se você chegar atrasado para o treino, aguarde do lado de fora do tatame até que o instrutor autorize-o a entrar;
- Todos os alunos devem já estar alinhados em posição antes do Sensei adentrar o tatame;
- A posição formal de sentar-se no tatame é seiza. Se você tem algum ferimento ou por alguma outra razão não pode sentar-se assim, explique ao Sensei e ele o autorizará a sentar-se com as pernas cruzadas. Nunca se sente com as pernas esticadas, deite ou descanse em outra posição dentro do tatame;
- Procure não ficar ocioso durante o treino. Se não estiver treinando, sente-se formalmente e aguarde sua vez;
- O local de treino de artes marciais deve permanecer limpo. Se você vir algum resquício de sujeira ou coisa parecida, não espere alguém limpar, limpe você mesmo. Isso faz parte de seu treinamento;
- Trate suas 'ferramentas de treino' com cuidado. Seu kimono deve estar sempre limpo e costurado.
- Um par de calçados é parte de seu uniforme. Use de preferência chinelos ou sandálias e, ao entrar no tatame, deixe-os do lado de fora voltados para o lado contrário do tatame;
- Seus corpos, principalmente seus pés, devem estar limpos antes de entrar no tatame;
- Não treine se você tiver ingerido algum tipo de bebida alcóolica ou drogas, a não ser que sejam medicamentos prescritos por um médico;
- Entre no dojo com pensamento positivo. Não existe local para pessimismo no dojo;
- Anéis, relógios ou outros acessórios não devem ser usados durante o treino, pois podem machucar você ou seu companheiro;
- Mascar chiclete ou comer dentro do tatame não é permitido;
- Se estiver doente ou exausto, procure repousar ao invés de treinar, pois você pode piorar seu estado;
- Não é permitido fumar no dojo;
- O aluno de judô deve sempre estar com as unhas cortadas, cabelo
preso (prendedores de elásticos), Judogi sempre limpo e passado.

O JUDOCA DEVE SABER
A disciplina é fundamental, pois relaciona com as normas de qualquer academia e também em outros setores da vida. O respeito é indispensável, uma vez que, para treinar e competir depende dos seus colegas, dos superiores hierárquicos ou até como filosofia de vida. A educação é fator importante de disciplina pessoal, uma vez que deve conduzir o atleta à lealdade dentro do JUDÔ. A dedicação é essencial em qualquer modalidade esportiva. Além de depender o treinamento extra ou especial, depende também de algumas regras de alimentação. Existem outros fatores importantes como a força de vontade, desenvolvimento físico e técnico, onde podemos resumir dizendo que sem estes ninguém chega a perfeição.

VESTIMENTA
O traje usado para praticar o Judô chama-se “JUDOGI”. Consiste numa vestimenta ampla, branca, composta de duas peças: O Blusão (Wagui ou Uwagi) e as Calças (Shitabaki). Em torno da cintura o judoca usa a faixa (Obi) amarrada com um nó direto, além do chinelo (zori), para sempre que for sair do Shiai-jô. O wagi , que é o blusão mais a calça (Shitabaki), representa a nossa mente (por isto, deve ser branco, imaculado); a Faixa corresponde ao nosso caráter, nossa formação (ela nos envolve de responsabilidade), além de simbolicamente estar conectado diretamente ao aprimoramento do corpo e da mente, entrelaçados e fortemente amarrados, equilibrados, igualados em duas pontas harmoniosas; o Nó é o nosso respeito, nosso compromisso (por isto, nunca devemos desamarrar nossas faixas em frente aos nossos Superiores). Um dos aspectos que se pode exemplificar como forma de educação, se utilizando a prática do Judô, é a forma como o praticante trata a sua vestimenta, ou seja, o seu judogi.

A GRADUAÇÃO NO JUDÔ
O Sensei Jigoro Kano fez sua primeira divisão em seus alunos, dividindo-os em Mudansha (não-graduado) e Yudansha (graduado). Os mudanshas tem sua graduação divididas em Kyus (nível de habilidade). Os yudanshas tem sua graduação dividida em Dans (grau). O sistema de faixa colorida para os diversos kyus foi criado posteriormente na Europa, e daí exportado para o restante do mundo e das artes marciais, pois inicialmente, no Japão, a faixa branca era utilizada por todos os níveis de kyus, sendo que algumas escolas utilizavam a faixa marrom para os kyus mais elevados, e a preta para os yudansha.

DANGAI (Faixa Branca até Marrom)
A partir do momento em que um indivíduo veste o Judogi pela primeira vez, este também estará vestindo uma nova filosofia de vida a ser seguida. O judoca, muitas vezes tem de deixar de lado uma série de hábitos que tinha anteriormente e que não estão de acordo com a filosofia do Judô. Esta é a primeira dificuldade que as pessoas encontram ao ingressar no Judô. A filosofia de vida do Judô prega: o aperfeiçoamento físico, moral, espiritual/mental do praticante, na busca do equilíbrio absoluto entre corpo, mente/espírito.

O Judô tem como objetivo maior à formação de homens de caráter, influenciando a vida do praticante dentro e principalmente fora do dojô, contribuindo assim na manutenção benéfica da sociedade e conseqüentemente a união dos povos. Na fase de Dangai, o judoca irá aprender todos os fundamentos teóricos e práticos do Judô, o KIHON (基本). Sendo que paralelamente estará aprendendo como se tornar um verdadeiro homem, honesto e digno de respeito. Esta caminhada é longa e cheia de obstáculos onde o praticante deverá superar as dificuldades e se preparar para a próxima fase. Assim, podemos afirmar que esta fase é a preparação para que o praticante de judô se torne um verdadeiro judoca acumulando o máximo de conhecimentos e experiências, afim de deixá-lo apto para se tornar um verdadeiro judoca.

YUDANSHA (Faixa Preta)
Ao contrário do que muitos pensam, a fase Yudansha, não é a etapa final na formação do judoca, pelo contrário, é apenas o primeiro passo em direção ao objetivo do Judô. é nesta fase que o judoca adquiri maior responsabilidade, e conseqüentemente é exigido com mais rigidez. É exatamente nesta fase que o judoca irá aperfeiçoar e colocar em prática tudo aquilo que aprendeu na fase de Dangai. Será o momento em que todos os olhos estarão voltados para ele, sendo observadas todas as suas ações e verificando se estas estão de acordo com a filosofia do Judô. É, portanto, a fase mais delicada na vida de um judoca, a fase de transição de um mero praticante de Judô a um verdadeiro judoca, é a fase de “seleção”, onde são distintos os homens de valor, de boa formação moral e espiritual. Yudansha deve ser um homem respeitado e, acima de tudo, respeitar a hierarquia do Judô e todos os membros da sociedade em que vive. É fundamental que o Yudansha demonstre respeito, pois as ações deste, estarão sendo observadas pelos Dangais. Assim o respeito demonstrado pelo Yundansha servirá de modelo para seus “kohais” que procurarão agir da mesma maneira.

5) O uchikomi, O randori e o Shiai

Assista:

4 direções Uchikomi no YouTube

Literalmente, uchikomi significa “bater para entrar”, insinua o poder de decisão do tori em busca de aprimoramento. Na aplicação de Waza (técnicas), Tori é quem aplica a técnica e Uke é aquele que recebe a técnica. Randori é um combate de treinamento no judô, as defesas são praticamente nulas, busca-se a fluidez da mente e do corpo, mais um exercício para aprimorar “o waza”. O shiai é o momento decisivo, o combate.

Veja abaixo a graduação do Judô.

Zero Kyu (mukyu) – Faixa Branca
7º Kyu (nanakyu ou shichikyu) – Faixa Cinza – Somente para crianças
6º Kyu (rokkyu) – Faixa Azul
5º Kyu (gokyu) – Faixa Amarela
4º Kyu (yonkyu ou shikyu) – Faixa Laranja
3º Kyu (sankyu) – Faixa Verde
2º Kyu (nikyu) – Faixa Roxa
1º Kyu (ikkyu) – Faixa Marrom

Após a faixa marrom, o praticante se torna um graduado, um yudansha, ganhando a faixa preta e o primeiro grau, se tornando um Shodan (portador do primeiro grau). A graduação em dans se dá da seguinte maneira:

1º dan (shodan ou ichidan) – Faixa Preta
2º dan (nidan) – Faixa Preta
3º dan (sandan) – Faixa Preta
4º dan (yondan) – Faixa Preta
5º dan (godan) – Faixa Preta
6º dan (rokudan) – Faixa Coral (vermelha e branca)
7º dan (nanadan) – Faixa Coral (vermelha e branca)
8º dan (hachidan) – Faixa Coral (vermelha e branca)
9º dan (kyudan) – Faixa Vermelha
10º dan (judan) – Faixa Vermelha

Os critérios para a promoção de faixas dependem dos dirigentes das Federações dos Estados, assim como dos mestres, podendo haver promoções, dependendo do nível e idade do atleta. Além do conhecimento prático descrito, supõe-se que o praticante recebe durante todo o processo embasamento teórico, pois no judô é imprescindível que a teoria e prática caminhem juntos, pois segundo o próprio Jigoro Kano, nenhum praticante poderá ser um autêntico judoca, sendo excepcional apenas na prática do judô. Ele deve ter um conhecimento geral do judô, usando-o de maneira a lhe proporcionar o bem físico e moral.

COMO CONTAR EM JAPONÊS

Os números em japonês seguem uma lógica muito simples.

1 – Ichi (se lê “iti”)
2 – Ni
3 – San
4 – Shi ou yon
5 – Go
6 – Roku (o “ro” se lê como em “couro”, não como em “carro”)
7 – Shichi (se lê “shiti”) ou nana
8 – Hachi (se lê “hati”)
9 – Kyuu ou ku
10 – Dyu
11 – Dyu it
12 – Dyu ni
13 – Dyu san
14 – Dyu shi
15 – Dyu go
16 – Dyu roku
17 – Dyu shiti
18 – Dyu hati
19 – Dyu kyu
20 – Ni dyu
21 – Ni dyu it
32 – San dyu ni
40 – Yon dyu (e não Shi dyu)
54 – Go dyu shi
65 – Roku dyu go
70 – Nana dyu (e não Shiti dyu)
76 – Nana dyu roku
87 – Hati dyu shiti
98 – Kyu dyu hati
100 – Raku dyu

UKEMI – AMORTECIMENTO DE QUEDAS E ROLAMENTOS (Proteção e defesa pessoal)
Antes de qualquer técnica é necessário aprender a cair. Para que possa, sempre, se levantar sem nenhum trauma. Quanto melhor for a capacidade de cair, melhor será a capacidade de levantar!
Ushiro-Ukemi, queda para trás;
Yoko-Ukemi, queda para o lado;
Mae-Ukemi, queda para a frente;
Zenpo-Kaiten-Ukemi / Mae-Mawari-Ukemi, rolamento para frente;

WAZA – TÉCNICAS

Assista:

Toshihiko Koga, técnicas de judô no YouTube

Após aprender a cair, o aprendiz deverá ser apresentado ás técnicas para arremessar ou imobilizar o oponente, tanto para serem utilizadas em treinos e campeonatos, práticas de Katas e para defesa pessoal, em último caso. Junto com as técnicas se aprende as fases:

Fases da projeção (domínio sobre a base, kuzushi, tsukuri e kake)

Para executar uma técnica de projeção, são necessárias três fases distintas:
1- Desequilíbrio Tático - kuzushi
2- Posicionamento técnico- Tsukuri
3- Aplicação, projeção - Kake

KUMIKATA (formas de controlar o oponente, "pegadas"):
MIGUI-NO-KUMIKATA (pegada direita – mão direita na gola, esquerda na manga)
HIDARI-NO-KUMIKATA (pegada esquerda - mão esquerda na gola, direita na manga)

KUZUSHI (desequilíbrios 8 direções):
MAE-KUZUSHI (desequilíbrio para frente)
USHIRO-KUZUSHI (desequilíbrio para trás)
YOKO-MIGUI-KUZUSHI (desequilíbrio para o lado direito)
YOKO-HIDARI-KUZUSHI (desequilíbrio para o lado esquerdo)
MAE-SUMI-MIGUI-KUZUSHI (desequilíbrio para a diagonal dianteira direita)
MAE-SUMI-HIDARI-KUZUSHI (desequilíbrio para a diagonal dianteira esquerda)
USHIRO-SUMI-MIGUI-KUZUSHI (desequilíbrio para a diagonal traseira direita)
USHIRO-SUMI-HIDARI-KUZUSHI (desequilíbrio para a diagonal traseira esquerda)

TAI-SABAKI (movimento p/ giro do corpo, 8 direções):
MAE-SABAKI-MIGUI (andar para frente girando pela direita)
MAE-SABAKI-HIDARI (andar para frente girando pela esquerda)
USHIRO-SABAKI-MIGUI (andar para trás girando pela direita)
USHIRO-SABAKI-HIDARI (andar para trás girando pela esquerda)
MAE-MAWARE-SABAKI-MIGUI (andar para frente girando 180º pela direita)
MAE-MAWARE-SABAKI-HIDARI (andar para frente girando 180º pela esquerda)
USHIRO-MAWARE-SABAKI-MIGUI (andar para trás girando 180º pela direita)
USHIRO-MAWARE-SABAKI-HIDARI (andar para trás girando 180º pela esquerda)


Referência bibliográfica:
Instituto Yamarashi; Livros: Judô Kodokan, Jigoro Kano; Energia Mental e Física, Jigoro Kano; Uruwashi - O espírito do Judô, Rioti Uchida, Rodrigo Motta; Projeto Budô - Sensei Vinícius Erchov; http://kodokanjudoinstitute.org/en/