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A Ferramenta
Sem dúvidas, o lápis é um dos instrumentos de escrita ou desenho mais versátil e econômico de todos. Milhões de unidades são produzidas todos os anos e apesar de toda a tecnologia eletrônica disponível atualmente no meio artístico, como mesas digitalizadoras, canetas digitais, ou mesmo lapiseiras, este simples instrumento continua indispensável.

Portanto, podemos dizer que o lápis de grafite nunca perderá sua importância seja como instrumento meio ou instrumento fim para a produção de um trabalho artístico. O Lápis é um produto de longa durabilidade, pois além de ser naturalmente robusto, não é afetado por variações climáticas. Com um lápis, é possível escrever até debaixo d'água ou no espaço!

 

A história
Os precursores mais remotos do lápis talvez tenham sido varas queimadas, cujas pontas eram utilizadas por hominídeos primitivos para gravar inscrições nas paredes de cavernas, a famosa arte rupestre.

De acordo com os registros de Giovanni Battista Palatino, caligrafista que escreveu um livro sobre a arte da escrita, sabe-se que os lápis não eram muito comuns antes de 1540 e em uma obra sobre fósseis, o naturalista Konrad Gesner argumenta que o lápis estava se popularizando em 1565.

Costumamos aprender que os primeiros lápis foram fabricados artesanalmente. Um entalhador provavelmente cortou tiras de madeira e fez uma espécie de sanduíche que pudesse servir de apoio para a então rudimentar mina. Tendo em vista que outros objetos eram utilizados para redigir documentos na época, os principais usuários de lápis eram carpinteiros e artistas.

Hoje em dia, existe uma grande variedade de graduações de minas, estas escalas de graduações nos ajudam na hora de desenhar e criar combinações complexas.

Os grafites são classificados por letras de palavras em inglês, de acordo com o seguinte padrão:

H = Hard (duro)
B = Black (preto)
F = Fine point (ponta fina)
HB = Hard + Black (duro + preto)

Conheça exemplos de lápis graduados para desenho
O que altera a dureza do lápis graduado é uma combinação de técnicas industriais utilizadas na sua fabricação, como por exemplo, o nível de compactação da mina e a quantidade de outros materiais além do grafite, como a argila.

Os lápis H possuem mais argila na sua composição, além de uma elevada compactação, o que os torna mais duros. Isso faz com que ele solte menos grafite, deixando os traços mais claros. Os lápis H são mais indicados para desenhos técnicos, pois os lápis duros, se usados para esfumar, acabam fazendo sulcos ou rasgando o papel.

O lápis HB é o mais comum e mescla as características do H e B.

Os lápis B têm mais grafite e menos argila, além de uma baixa compactação em comparação aos H, isso os torna mais pretos e macios. Ao pressionar mais ou menos o lápis sobre o papel e ao combinar camadas, podemos criar uma variedade infinita de graduações utilizando o mesmo lápis. Além disso, por soltar mais grafite, os lápis B nos permitem esfumar o desenho, borrando o traço ou mancha, utilizando um pedaço de algodão, por exemplo. Ao misturar as diferentes graduações de lápis B em um mesmo desenho, podemos obter um resultado ainda melhor. Os lápis B, por serem mais macios e mais escuros, são ideais para desenhos artísticos, possibilitando movimentos rápidos e fluidos e oferecendo uma grande variedade de tons claros e escuros.

Duro
Lápis 9H / Lápis 8H / Lápis 7H / Lápis 6H / Lápis 5H / Lápis 4H / Lápis 3H / Lápis 2H / Lápis H

Médio
Lápis F / Lápis HB / Lápis FG

Macio
Lápis B / Lápis 2B / Lápis 3B / Lápis 4B / Lápis 5B / Lápis 6B / Lápis 7B / Lápis 8B / Lápis 9B

Gessner Conrad 1516-1565

 

Marcos históricos tidos como oficiais

500
Os gregos e romanos utilizavam estiletes metálicos para registrar dados em superfícies. Por suas qualidades, o chumbo passou a ser amplamente empregado com tal fim.

1565
O primeiro registro de uso de grafite nas minas dos lápis se dá na Grã-Bretanha. Os primeiros lápis eram totalmente desprovidos de refinamento, feitos como um sanduíche de dois pedaços de madeira com o grafite no meio. Se a história é verdadeira, pastores de Cumberland se depararam com um depósito de grafite, que erroneamente acreditaram ser chumbo virgem. A substância "que parecia chumbo" provou ser muito melhor para escrever e desenhar do que o duro chumbo metálico e também mais prática do que a pena e a tinta. Assim, seu uso se disseminou rapidamente.

1622
A primeira produção de lápis em larga escala é atribuída a Friedrich Staedtler, em Nuremberg, na Alemanha.

1659
A profissão de fabricante de Lápis é citada em documento oficial pela primeira vez, num contrato de casamento na cidade de Nuremberg. Originalmente, as varetas de grafite eram revestidas com couro, papel ou envolvidas em cordão. Posteriormente, começaram a ser colocadas dentro de envoltórios de madeira ou metal para protegê-las.

1761
Kaspar Faber inicia seu negócio de lápis em Stein, cidade próxima a Nuremberg, Alemanha.

1795
O francês Nicolas-Jacques Conté foi um pintor e o inventor do lápis moderno, a pedido de Lazare Nicolas Marguerite Carnot. Naquele momento, a República Francesa sofria um bloqueio econômico e era incapaz de importar grafite da Grã-Bretanha, a principal fonte do material. Carnot pediu a Conté que criasse um lápis que não dependesse de importações estrangeiras. Após vários dias de pesquisa, Conté teve a ideia de misturar grafite em pó com argila e pressionar o material entre dois semicilindros de madeira. Assim foi formado o lápis moderno. Conté recebeu uma patente para a invenção em 1795 e formou a Société Conté. Ele também inventou o "crayon conté", um bastão de pastel compactado muito famoso entre artistas.

Ainda em tempo
Mesmo com a ascensão dos lápis de grafite, os lápis de chumbo ainda guardaram significância até o século XIX, tendo sido extintos apenas no século XX, com a descoberta da toxicidade do chumbo.